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Jovens de Heliópolis organizam encontro entre coletivos de pesquisas periférica

Evento "De Quebrada" promoveu debates entre observatórios e laboratórios de Heliópolis, Sapopemba e Rio de Janeiro, sobre os desafios e as tensões envolvidas no levantamento e produção de dados nas favelas.


O Observatório De Olho Na Quebrada, projeto de pesquisa da UNAS, está promovendo nesta semana o evento “De Quebrada: Encontro de Observatórios e Laboratórios Periféricos”. Em parceria com coletivos do Rio de Janeiro (DataLabe, Visão Coop, LabJaca e Agenda Realengo 2030) e de Sapopemba, Zona Leste de São Paulo (Ecos e Reflexos Brasil), a programação conta com oficinas, rodas de conversa e apresentações temáticas e culturais. Trata-se de um intercâmbio entre jovens que estão produzindo pesquisas sobre seus próprios territórios.

A mesa de abertura aconteceu ontem, no dia 7 de fevereiro, no auditório do SESC Ipiranga. Neste dia, os representantes dos coletivos contaram suas experiências práticas de pesquisa e intervenção em suas quebradas, e como esses trabalhos produzem narrativas totalmente diferentes das apresentadas pela mídia e nas estatísticas oficiais, já que até hoje os dados apresentados pelas grandes mídias mostram uma porcentagem pequena das realidades vividas nesses espaços.


Sobre a importância de levantar os dados internamente Sabrina Santos, pesquisadora do Observatório De Olho Na Quebrada, contou que “O território de Heliópolis nunca foi representado pelas estatísticas oficiais e com o levantamento dos nossos dados eu sei a importância para clamar por justiça e políticas públicas, mas essa realidade não é só de Heliópolis, mas sim de diversas quebradas.” já Victoria Oliveira, do DataLab explicou que “nosso objetivo é fomentar o jornalismo de dados e a geração cidadã de dados com foco em narrativas, participação social identidades e diversidades, estamos falando de dados da população local e não externos, já que os dados são muito divergentes dos oficiais.”, Thiago Nascimento, Co-fundador do Labjaca completou dizendo que “Não queremos mais ser objetos de estudo, temos total condição de produzir conhecimento sobre nossos territórios.”


Ao longo dos próximos dias os jovens participaram de oficinas e rodas de conversa sobre: cartografias ativistas, geração cidadã de dados, democratização do acesso ao financiamento de pesquisas, promoção de cultura ecológica nas favelas, racismo socioambiental, a importância de uma Rádio Comunitária e a constituição de um Bairro Educador.

Esse intercâmbio de conhecimentos nasce com a realização da UNAS Heliópolis e Região, por meio do Observatório De Olho Na Quebrada e apoio institucional e financeiro da Open Society Foundations e da War Child, com a justificativa de poder trazer diferentes ferramentas e perspectivas para o enfrentamento dos problemas das nossas quebradas.


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