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IX Seminário Heliópolis, Bairro Educador

September 16, 2019

IX Seminário Heliópolis, Bairro Educador

 "Educação contra a Barbárie"

 

“desbarbarizar tornou-se a questão mais urgente da educação hoje em dia”.

(Adorno)

 

A partir da integração entre escola e comunidade, iniciada há duas décadas pela UNAS e a EMEF Pres. Campos Salles, o Bairro Educador de Heliópolis vem se expandindo e se constituindo como um importante centro de desenvolvimento de concepções e práticas pedagógicas inovadoras, que inspiram muitas outras experiências no Brasil e no mundo. Atualmente essa rede articulada envolve também outras escolas, projetos e movimentos sociais, em torno de cinco princípios comuns: tudo passa pela educação, a escola e o projeto como centro de liderança, autonomia, responsabilidade e solidariedade.

 

O CEU Heliópolis Profª Arlete Persoli é uma construção do movimento social que se fortalece a cada dia neste território. A participação da comunidade na luta pela efetivação dos direitos das pessoas tornou possível a proposição desse espaço ao poder público. O CEU Heliópolis nasceu da luta popular e existe para fortalecê-la.

 

Tristemente, o IX Seminário Heliópolis Bairro Educador acontece em  tempos sombrios, visto que o Brasil vem enfrentando, desde o golpe de Estado aplicado em 2016, um difícil retrocesso político que tem como primeira consequência a perda de direitos da classe trabalhadora. As eleições de 2018, movidas por debates agressivos, que se espalharam pelas redes sociais, expuseram as fragilidades de nossa democracia.

 

No Brasil de 2019 a violência tem se intensificado nas cidades e no campo - contra os indígenas, contra as mulheres, contra os jovens negros, contras as crianças e adolescentes, contra a comunidade LGBTI+, contra ONGs e contra os movimentos sociais. Os cortes e contingenciamentos financeiros têm desmontado construções históricas nas áreas da saúde, da educação, da cultura, da ciência e da assistência social. Vivemos uma importante crise ambiental, com repercussão  global. E o que nós, educadores, temos a ver com isso?

 

Em tempos de tendências autoritárias que ameaçam nossos direitos mais básicos e nossa liberdade de pensamento e de expressão, nos perguntamos como podemos resgatar e  fortalecer o legado libertador, amoroso e ético de Paulo Freire. Precisamos difundir a nossa visão sobre o papel da educação na afirmação da democracia e trazer as pautas dos movimentos populares para o nosso debate, de forma a impedirmos o esvaziamento dos espaços de participação social. 

 

Que o IX Seminário Heliópolis Bairro Educador seja não só um espaço de reflexão, mas especialmente um espaço de resistência à barbárie e de organização da esperança.

Dia 26/09 - Abertura do Evento  às 19:00hs - Estrada das Lágrimas, nº 2385

 

Dia 27/09 - Credenciamento e Café das 08h00 às 09h00

 

Dia 27/09 - Mesas de Debate e Atividades - das 09h00 às 17hs - Estrada das Lágrimas, nº 2385

ATIVIDADES DO PERÍODO DA MANHà(09h00 às 12h00)

 

 

Atividade 1:  O Sistema Único de Saúde no Brasil de hoje

O Sistema Único de Saúde é um direito do povo brasileiro garantido no artigo 196 da Constituição Federal de 1988. O SUS - indispensável para cerca de 80% da população - encontra-se em séria ameaça de desmonte, assim como outros direitos duramente conquistados pela pressão dos Movimentos Sociais. A Constituição assegura a Saúde como direito de todos, sendo dever do Estado garantir a sua qualidade, de forma integral, igualitária, universal e gratuita (desde um simples atendimento, como a manutenção de vacinas, ao atendimento de alto risco). O SUS é financiado por meio do orçamento da União, Estados e Municípios através dos impostos da própria população. Propomos um debate que reflita a atual crise do SUS, pois entendemos que com o seu desmonte fica evidente a redução do acesso a uma saúde gratuita, bem como os impactos cruéis que serão sofridos pela classe trabalhadora e principalmente pela população mais vulnerável, aumentando e agravando a desigualdade social. Diante de tal conjuntura, como os educadores podem legitimar e fortalecer as lutas populares no campo da saúde?

 

Debatedores:

Ana Flávia Pires Lucas d' Oliveira - Médica, feminista, da Rede de professoras e pesquisadoras contra a violência de gênero na USP

Viviane Trindade Luz Cruz - Trabalha com políticas sociais que estão a serviço da garantia dos diretos para crianças e adolescentes diante da violação deste direitos.

Manoel Otaviano da Silva - Conselheiro Municipal de Saúde e Diretor da UNAS

 

Mediação: Arthur Frias - Coordenador do Movimento LGBTI+ O Grito da Diversidade

Jaqueline Teixeira - Coordenadora do Movimento de Mulheres de Heliópolis e região e Conselheira Municipal de Saúde

 

Local: Auditório da ETEC Heliópolis - 120 Lugares

 

Clique Aqui para realizar sua inscrição nesta atividade (Atividade 1)

 

Atividade 2: A educação pública em perigo

 

Ao longo de seus 40 anos de luta, a comunidade organizada elegeu como sua principal bandeira a transformação de Heliópolis em um Bairro Educador. Este movimento se traduz, na prática, pela consolidação dos direitos humanos e sociais. Segundo os princípios do Bairro Educador de Heliópolis, a educação deve contribuir com a organização comunitária e com o controle social, além de qualificar a participação da sociedade civil na construção de políticas públicas de modo que o Brasil possa ter sua democracia fortalecida. Assim, o debate desta mesa se centrará em torno das seguintes questões: em uma trajetória em que o Brasil passou de “pátria educadora” a um país em que “deus está acima de todos”, como ficam as políticas públicas de educação? Quais os impactos de uma possível privatização do ensino? Quais os impactos do atual projeto de formação para o mundo do trabalho proposto pelo MEC, em relação às perspectivas de presente e de futuro das pessoas?

 

Debatedores:

Genésia Miranda - Liderança Comunitária, fundadora e diretora executiva da UNAS

Ramirez Augusto Lopes Tosta - Coordenador de Políticas para a Juventude da Secretaria Municipal de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo

Sônia Kruppa - Foi educadora da Educação Básica em escolas públicas, atualmente é professora doutora da FE-USP. Tem experiência nas áreas de Educação e Trabalho, atuando principalmente nos seguintes temas: Estado, Políticas Públicas e Avaliação, Organismos Multilaterais de Cooperação (Banco Mundial), Educação de Jovens e Adultos e Economia Solidária

 

Mediação: Coordenação do Movimento Negro e do Movimento de Juventude da UNAS

 

Local: Cinema - 130 lugares

 

Clique Aqui para realizar sua inscrição nesta Atividade (Atividade 2)

 

Atividade 3: Por que devemos defender a Assistência Social?

Em tempos de crise social, política, econômica e cultural, defender a responsabilidade do Estado pela integridade da Assistência Social é tarefa urgente e necessária. O cumprimento da seguridade dos direitos pelas instâncias de governo expressam, no mínimo, um marco civilizatório da sociedade - conforme a própria Constituição de 1988. Os reflexos da desvalorização do Sistema Único de Assistência Social impactam os espaços educacionais porque determinam a qualidade de vida da população. Nessa mesa, então, pretendemos debater de que forma os educadores podem participar mais intensamente da luta pela ampliação e consolidação da rede de proteção dos direitos básicos da população?

 

Debatedores:

Regina Paixão - Coordenadora do Fórum de Assistência Social 2017-2019,  Presidente da Sociedade Santos Mártires (Jardim Ângela), formada em Comunicação Social, além de ser mãe, catequista e participante do Fórum em Defesa da Vida no Jardim Ângela.

 

Mediação: Mércia Ribeiro - Membro da diretoria da UNAS, coordenadora do Movimento Fé e Política de Heliópolis e militante dos Direitos Humanos.

 

Local: Auditório da Biblioteca do CEU - 100 Lugares

 

Clique Aqui para realizar sua inscrição nesta Atividade (Atividade 3)

 

Atividade 4: A ética para convivência democrática, libertária e libertadora.

Heliópolis, ao longo dos últimos 20 anos, transitou da fama de “favela mais perigosa da cidade” para “Bairro Educador” pela luta exemplar da comunidade organizada. A metáfora que sempre guiou esta luta foi a derrubada dos muros, reais e simbólicos, que, ao contrário do que pensa o senso comum, não protegem, mas separam. O lema do Movimento Sol da Paz – que organiza as Caminhadas Pela Paz, realizadas em Heliópolis desde 1999, é “A paz é de todos ou não é de ninguém”. No centro desta ideia está a concepção de que a violência é fruto da desigualdade e da injustiça e não, como por vezes é comum ouvir, da falta de punição ou de uma autoridade que cause medo. No Bairro Educador, a paz é resultado de direitos sociais garantidos para todos e todas, a partir de cinco princípios: tudo passa pela educação; a escola como centro de liderança, autonomia, responsabilidade e solidariedade. Buscamos a consciência e não a obediência, pois como disse o poeta Marcelo Yuka “paz sem voz, não é paz é medo”. Nesta mesa procuraremos discutir, então, de que forma a luta pela paz se dá a partir de princípios éticos que garantam uma convivência democrática, libertária e libertadora.

 

Debatedores:

Braz Rodrigues Nogueira - Educador e atualmente diretor executivo da UNAS, ficou por vinte anos à frente da direção da EMEF Pres. Campos Salles, tendo neste período desenvolvido junto à escola e à comunidade os princípios que hoje sustentam o Bairro Educador de Heliópolis.

Valdo Cavallet - eNeGenCiano por identidade, educador por paixão, terráqueo por sentimento e por compromisso. Estuda os humanos em todas as suas dimensões. Atua no projeto de Educação Emancipatória da UFPR Litoral desde a sua concepção até os dias lunares atuais, por 13 giros ao redor do sol acreditando numa nova e outra Educação que possibilite outros amanhãs para os seres vivos do planeta Terra. Identificado e comprometido com as lutas e frentes populares. A partir de março de 2017, após a criação da ANE - Alternativas para uma Nova Educação, passou a priorizar a difusão e consolidação desse projeto.

 

Mediação: Marília De Santis - gestora do CEU Heliópolis Prof. Arlete Persoli

 

Local: Sala Multiuso - 200 Lugares

 

Clique Aqui para realizar sua inscrição nesta Atividade (Atividade 4)

 

Atividade 5: Identificar e Acolher: a percepção na atuação diária com crianças e adolescentes vítimas de violência

Em tempos de convulsão social, em que há legitimação política para sentimentos como o ódio e intolerância, as crianças e os adolescentes costumam ser os grupos mais afetados. A violência que esses grupos sofrem exige que nós, educadores, mantenhamos a atenção redobrada e que tenhamos atitudes práticas que tenham como objetivo identificar os sinais de violência sofrida. Como podemos identificar e atuar sobre problemas que resultam da violência sofrida pelas crianças e pelos adolescentes? Como lidar com situações que vão desde comportamentos introspectivos ou extremamente agressivos até depressão e suicídio?

 

Debatedores: 

Juliana dos Réus Domingues - Diretora da escola EMEF José Maria Lisboa

Mariana Maria da Silva - Professora de Educação Infantil, coordenadora do Movimento de Mulheres de Heliópolis e Região, pós-graduanda em educação inovadora pela UFPR  Litoral e candidata à vaga de Conselheira Tutelar.

Ozilda Marques - Psicóloga no projeto Violência aqui não entra não! 

1 representante da CAPs

 

Mediação: Elizangela Batista - Educadora Social do Projeto Violência aqui não entra não!

 

Local: EMEF Pres. Campos Salles - 100 Lugares

 

Clique Aqui para realizar sua inscrição nesta Atividade (Atividade 5)

 

Atividade 6: Discutindo Inclusão e Educação para os Direitos Humanos no Bairro Educador

O Bairro Educador de Heliópolis tem trabalhado nos últimos anos para promover a educação inclusiva na perspectiva dos Direitos Humanos, entendendo a educação como um direito fundamental, que deve atender e garantir a todos os sujeitos o acesso às políticas inclusivas conquistadas pela luta da sociedade civil organizada. As demandas do Bairro Educador trazem anseios de conhecer práticas educativas que favoreçam a inclusão. O TEA (Transtorno do Espectro Autista), por exemplo, tem sido tema constante de formações e discussões acaloradas e, por isso, nesta mesa, organizada em parceria com o CEFAI-Ipiranga discutiremos: Como podemos ampliar os conhecimentos sobre o tema e aperfeiçoar a prática pedagógica com os estudantes com deficiência? Como estimular o nosso olhar para utilização de novos recursos, proporcionando práticas mais inclusivas que favoreçam o acesso ao currículo da cidade pelos estudantes com deficiência?

 

Debatedores: Luciana Pereira Costa - Formada em História pela Universidade de São Paulo, USP. É pedagoga especialista em deficiência múltipla, PAAI, e professora de ensino fundamental e médio, atuante no CEFAI - Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão, da Diretoria Regional Ipiranga/ Prefeitura Municipal de São Paulo.

Priscilla Mab Conti Miranda - Pedagoga, Especialista em Educação Especial; Psicomotricista clínico/educacional; atende em clínica Psicomotora, Professora de Apoio e Acompanhamento à Inclusão – PAAI no CEFAI - Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão, da Diretoria Regional Ipiranga/ Prefeitura Municipal de São Paulo.

Renata Dora Cantarim - Pedagoga especialista em deficiência múltipla, PAAI, atuando no CEFAI Ipiranga, pós graduada em deficiência múltipla pelo Mackenzie e em Altas Habilidades pela UNESP.

 

Mediação: Meire Lima - Coordenadora de Projetos Educacionais do CEU Heliópolis.

Local: EMEF Pres. Campos Salles - 100 Lugares

 

Clique Aqui para realizar sua inscrição nesta Atividade (Atividade 6)

 

Atividade 7: A Criminalização das ONGs e dos Movimentos Sociais

A violência institucionalizada pelas forças do Estado e pela classe dominante brasileira tem se intensificado desde o golpe de 2016. Hoje são frequentes os discursos que criminalizam a pobreza e, consequentemente, os que lutam pela extinção dela. As narrativas do governo e das elites tentam convencer a população de que o Estado Mínimo é a solução para os problemas do Brasil e, desse modo, o autoritarismo maquiado por uma falsa democracia se propaga por instrumentos midiáticos alinhados a esta trama. Como identificar os golpes diários em nossa rotina? Como a educação pode (re)conhecer a história de lutas e conquistas dos movimentos sociais no Brasil?

 

Debatedores: Eduardo Cardoso - Membro da coordenação nacional da Central de Movimentos Populares (CMP) e da coordenação do Movimento Sem Terra de Luta (MSTL)

Osmar Borges - Coordenador da Frente de Luta por Moradia (FLM) e integrante do Comitê em Defesa dos Movimentos Populares e pela liberdade das/os presas/os políticas/os da moradia.

Waldir Aparecido Augusti - Filósofo pelo Centro Universitário Assunção, Escritor, Assessor de Movimentos e Pastorais Sociais, Gestor da Rede de Escolas de Cidadania de São Paulo, Educador Popular, Articulista da Revista Carta Capital seção Diálogos da Fé.

 

Mediação: Hugo Fanton - Coordenador Estadual da Central de Movimentos Populares (CMP)

 

Local: EMEF Pres. Campos Salles - 100 Lugares

 

Clique Aqui para realizar sua inscrição nesta Atividade (Atividade 7)

ATIVIDADES DO PERÍODO DA TARDE (14h00 às 17h00)

 

Atividade 8: Plenária com os Movimentos Sociais da UNAS (Essa Mesa inicia às 13h00)

Esse encontro dos movimentos sociais ancorados na UNAS (Mulheres, Moradia, Fé e Política, Juventude, LGBT+, Negros) tem o objetivo de realizar uma análise da conjuntura nacional e local, além de promover a elaboração coletiva de um manifesto público.

 

Convidado: 

Alexandre Padilha - Deputado Federal

 

Mediação: João Bosco - Marceneiro, liderança comunitária e Diretor da UNAS.

Local: Cinema - 130 Lugares

Clique Aqui para realizar sua inscrição nesta Atividade (Atividade 8)

 

Atividade 9: Práticas Cooperativas entre escolas e famílias

Sabemos que a Educação é tarefa de toda a sociedade e pela constituição brasileira deve ser garantida tanto pelo Estado quanto pelas famílias dos estudantes. Um dos princípios do Bairro Educador é “tudo passa pela educação”, isto significa entender a educação como um processo bem mais amplo do que aquele que acontece na escola; no Bairro Educador pretende-se que as pessoas aprendam e ensinem ao longo de toda a vida e em vários espaços; nesse sentido, todos são responsáveis pela educação de todos. É necessário, então, que haja comunhão entre escolas, projetos sociais e famílias, considerando que esses são os principais espaços por onde circulam as crianças e jovens do nosso bairro. Mas, nem sempre as famílias das crianças e adolescentes participam das instituições que atendem seus filhos e filhas, e na verdade essas relações têm se mostrado problemáticas e desafiadoras. Essa mesa tem o objetivo de debater as concepções de família que temos construído em Heliópolis, além de divulgar as práticas pedagógicas que aproximam os diferentes atores que têm se responsabilizado pela educação de crianças e adolescentes.

 

Debatedores:

Rosemeire Schimidt - atualmente respondendo como diretora do CEU EMEF Pres. Campos Salles e também professora da rede estadual de ensino. Atua há 18 anos na EMEF Pres. Campos Salles. Trabalhou com o Prof. Braz Rodrigues Nogueira na implementação do projeto político pedagógico da EMEF e na efetivação dos princípios norteadores da escola e da comunidade de Heliópolis.

Solanje Agda - desde 1980 é militante do Movimento de Meninos e Meninas de rua. É também diretora da UNAS, coordenadora do Movimento de Mulheres, gestora do CCA Heliópolis e foi conselheira do CMDCA.

 

Mediação: Meire Lima - Coordenadora de Projetos Educacionais do CEU Heliópolis.

 

Local: Auditorio da biblioteca do CEU - 100 Lugares 

 

Clique Aqui para realizar sua inscrição nesta Atividade (Atividade 9)

 

Atividade 10: Sofrimento mental nas escolas: causas e estratégias de enfrentamento

Em Heliópolis, os cinco princípios do Bairro Educador são ao mesmo tempo a utopia e as práticas educativas que se criam em torno desta utopia, pressupondo, então, uma perspectiva política da esperança, uma dialética entre a denúncia e o anúncio. Para Paulo Freire: “(...) De qualquer maneira, quando a educação já não é mais utópica, isto é, quando já não se faz na desafiante unidade da denúncia e do anúncio, é porque o futuro perde sua real significação porque se instala o medo de viver o risco do futuro como superação criadora do presente que envelhece.” Segundo pesquisa realizada pela revista Nova Escola, mais da metade dos professores que se afasta do trabalho o faz por questões de saúde mental, e dentre os problemas relatados estão a ansiedade, o estresse e a depressão. Por outro lado, dados do SUS revelam um aumento de 18% no suicídio de adolescentes no Brasil. Esses números denunciam que a escola, no lugar de ser um espaço de desenvolvimento pessoal e coletivo - como anunciamos em nossa utopia e prática de Bairro Educador, pode estar se tornando um local que perpetua sofrimento e violências. E o que acontece quando educandos e educadores perdem a esperança? Nessa perspectiva, para que serve a escola, então? Esse debate se propõe a investigar possíveis causas do sofrimento mental que fazem parte do cotidiano escolar e as estratégias de enfrentamento que podemos utilizar para melhorar a saúde mental de todos os sujeitos que convivem neste ambiente.  

 

Debatedor:

Marcos Roberto Vieira Garcia - Doutor em Psicologia Social (USP) Professor Universidade Federal de São Carlos (UFSCar - Campus Sorocaba), coordenador do Grupo de Pesquisa "Saúde Mental e Sociedade" (UFSCar)

 

Mediação:

José Gustavo Coimbra - Assistente técnico do CEU Heliópolis

Débora Orellana - Coordenadora de Projetos Culturais do CEU Heliópolis 

Local: Auditório da ETEC 120 Lugares

 

Clique aqui para realizar a inscrição nesta Atividade (Atividade 10)

 

Atividade 11: Educadorxs brincantes

Um dos pilares da transformação de Heliópolis em um Bairro Educador é a garantia do desenvolvimento integral de todos e todas. Em uma comunidade majoritariamente formada por crianças, os adultos têm uma grande responsabilidade na garantia dos direitos e das necessidades mais fundamentais das crianças. O direito ao brincar, garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é marca predominante das culturas infantis, trata-se de uma necessidade tão intrínseca às infâncias que mesmo em situações de risco, as crianças criam formas de manifestar suas linguagens, por meio das brincadeiras que inventam. Educadorxs que brincam têm mais possibilidades de garantir o direito ao brincar, por outro lado, ao longo da formação, poucas são as oportunidades de exercer a capacidade lúdica. Por meio das linguagens artísticas a educação pode ser um "território de brincar", alimentando novas formas de viver e imaginar o mundo. Assim, de que forma a educação para as infâncias pode ser menos adultocêntrica? Como a arte pode contribuir para que sejamos, cada vez mais, educadorxs brincantes?

 

Debatedores:

Diambas Franzen - 45 anos, casada, mãe do João Pedro e da Maria Mariana, nordestina, professora de Educação Física pela Universidade Camilo Castelo Branco 1998, pós-graduada em Educação Postural FMU 2002, atua como Analista de  Cultura e Esportes nos Centros Educacionais Unificados há  16 anos, criadora do Premiado Projeto BRINCACEU em conjunto com a gestão e coordenação 2015/2016 do CEU Butantã, onde também desenvolve um trabalho dentro da perspectiva do fomento e resgate das culturas populares com mulheres do território CEU.

Iarlei Rangel - é formado em Licenciatura em Arte - Teatro pela UNESP e integrante fundador do Grupo Esparrama, onde desenvolve sua pesquisa sobre a relação entre arte, infâncias, educação e cidade.

 

Mediação:

Laila Sala - Coordenadora de Ação Educacional do CEU Heliópolis Profª Arlete Persoli

Gilberto Fornari - Coordenador do Núcleo de Ação de Esportes e Lazer do CEU Heliópolis Profª Arlete Persoli

LOCAL: Saguão da Piscina 50 Lugares

 

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Atividade 12: Inovação na Educação Popular

Na contramão do que vem sendo proposto pelas atuais políticas de Estado, existem experiências educacionais escolares e comunitárias, desde o ensino básico até a educação superior, que se baseiam na conexão com seus territórios e que promovem verdadeiras mudanças sociais a partir da efetivação de aprendizagens significativas e pertinentes ao nosso tempo. Essa mesa se propõe a debater algumas dessas experiências e revelar o antagonismo existente entre os projetos anunciados pelo MEC (como o Future-se e as Escolas Militarizadas) e as práticas bem sucedidas de educação democrática e popular que se espalham pelo Brasil.

 

Debatedores: 

Helena Singer - Socióloga, líder de juventude para a América Latina da Ashoka.

Natacha Costa - Diretora geral da Associação Cidade Escola Aprendiz, é hoje uma das referências nos temas de Educação integral, Inovação e Exclusão Escolar. Compôs o grupo de trabalho nacional que formulou o programa Mais Educação e atualmente é membro do Comitê Nacional para Busca Ativa da UNICEF. Faz parte do Programa Líderes Transformadores da Educação da Fundação SM. 

Valentim Silva - borracheiro em desvio de função, é professor na UFPR Litoral, atual coordenador do curso de Licenciatura em Ciências. Há mais de 10 anos atua com metodologias alternativas para o ensino superior.

 

Mediação: Enio de Freitas - Coordenador da UNICEU Heliópolis

Local: Multiuso - 200 Lugares

 

Clique aqui para realizar a inscrição nesta Atividade (Atividade 12)

 

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