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Projeto Da Horta para Mesa lança revista sobre suas práticas

O Projeto da Horta para Mesa está lançando uma publicação sobre as práticas, desafios e resultados do projeto ao longo de um ano de atividades.

A Favela de Heliópolis historicamente engajada na luta por justiça social, também se destaca na promoção da sustentabilidade. O trabalho realizado pela UNAS nessa temática, começou em 2012 com o projeto ‘Heliópolis + Sustentável’, que fomentou uma incubadora de iniciativas sustentáveis dentro da Maior Favela de São Paulo, a partir do olhar e da vivência de cinco jovens da comunidade, que ao longo do projeto, receberam formação ambiental e de execução de projetos socioambientais. 


Ao longo de mais de 10 anos, a UNAS foi aprimorando sua atuação sobre o tema da sustentabilidade e em 2023 deu início ao Projeto ‘Da Horta para Mesa’, iniciativa desenvolvida em parceria com Governo do Estado de São Paulo, por meio do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescentes e contou com o patrocínio da Companhia Siderúrgica Nacional e Bayer Brasil.

Existe um desafio encontrado na realidade de Heliópolis quando se fala de espaços verdes, pois pela necessidade da moradia, as pessoas precisaram ocupar praticamente todo o território.


Equipamentos públicos e sociais em Heliópolis e também em muitos dos territórios periféricos e de favelas, é o único “respiro” para o desenvolvimento de atividades e também da possibilidade de espaços ecológicos. Em Heliópolis, o projeto Da Horta para Mesa tem usado da criatividade e de soluções ambientais para promover nesses locais, iniciativas de promoção da educação ambiental. 


“A gente perdeu o contato com a terra, as crianças perderam o contato com a terra, então o Projeto Da Horta para Mesa, nos traz reflexões e provocações de como cultivar nossos alimentos em pequenas áreas? Como plantar e colher em áreas urbanas? O projeto tem um olhar pedagógico importantíssimo, que trabalha com as crianças à origem dos alimentos, os processos do minhocário, o envolvimento das crianças no plantio e colheita, mas além desse diálogo e aprendizado com a primeira infância o papel fundamental do nosso trabalho é levar a discursão para nossas comunidades sobre a produção de alimentos sem agrotóxico, é possível ter comida sem impactar negativamente a saúde das pessoas e o meio ambiente.” Destaca Cleide Alves, Presidenta da UNAS


O projeto surgiu da necessidade de se promover a educação ambiental e fortalecer o diálogo sobre soberania alimentar. A iniciativa teve como objetivo formar agentes ambientais na comunidade para criação de dez hortas comunitárias em Centros de Educação Infantil, desenvolvendo todo o processo de compostagem, horta e adubo, servindo como espaço sustentável e pedagógico para as crianças, educadores, às famílias das creches e a comunidade do entorno, a fim de disseminar práticas de educação ambiental à mais de mil crianças de 2 a 3 anos e 11 meses de forma lúdica e a 250 educadoras/es dos CEI’s - Centros de Educação Infantil.



O coordenador pedagógico David da Silva do CEI Simone Agnalda também pontuou sobre a redução do desperdício de  alimentos na creche. "Pelo que eu percebi, a gente, antes do projeto tinha um saco de lixo inteiro de sobras de alimento jogado fora e hoje a gente tem uma redução de quase metade do balde de lixo.”


Embora uma horta pedagógica não tenha o objetivo de ser uma horta de produção em grande escala, ela “coloca na mesa” o debate sobre o sistema de produção alimentar, principalmente nos grandes centros urbanos e nas regiões periféricas, pois todo esse processo encarece o produto, além de levar para as nossas casas produtos com agrotóxicos que fazem mal a saúde das pessoas.

O Projeto da Horta para Mesa te convida a ler a publicação sobre as práticas, desafios e resultados do projeto ao longo de um ano de atividades. Clique Aqui e realize o download da revista online.


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