84% dos artistas de Heliópolis tiveram impactos em seu trabalho devido à pandemia

Não existem dados oficiais sobre os avanços e os impactos da pandemia em Heliópolis, bem como nas outras favelas da Cidade de São Paulo. Isso dificulta a definição de estratégias e políticas para o combate à Covid-19 nesses territórios.


Frente a falta de informações e dados públicos, estamos por meio do Observatório De Olho Na Quebrada, realizando uma série de pesquisas.


Aqui apresentamos os impactos da pandemia nos trabalhadores da cultura.

A pesquisa foi realizada via formulário online, respeitando as orientações de isolamento social. 50 trabalhadores da cultura que atuam em Heliópolis responderam a pesquisa entre os meses de junho e julho. Chamamos de trabalhadores da cultura: artistas, produtores, educadores, técnicos, entre outras profissões relacionadas a arte e ao fazer cultural.


Boa parte da pesquisa foi realizada via telefone, em contato direto com esses trabalhadores. Esse método se demonstrou bastante eficaz, já que além das perguntas objetivas e quantitativas que compõe o formulário, foi possível realizar uma escuta mais ampliada, qualificando esse material síntese.


As informações levantadas são preciosas para direcionar a atuação da UNAS, bem como para subsidiar as reivindicações por mais políticas públicas para esse público tão atingido pela pandemia.


Trabalhar com cultura nas periferias exige dominar a “sevirologia”, em outras palavras, a arte de se virar. Mesmo antes da pandemia os artistas e produtores da quebrada precisavam de muita criatividade para segurar as contas e sustentar seus lares.


Apenas 24 dos entrevistados, ou seja 48% têm no trabalho com cultura sua principal fonte de renda. além de artistas, precisam trabalhar em outras áreas para sobreviver, 60% possui outro trabalho para, minimamente, complementar sua renda.


Mesmo com dois ou mais ofícios, a maioria desses trabalhadores ainda ganha pouco: 34% tem renda mensal menor do que um salário mínimo, 28% tem renda mensal entre um e dois salários mínimos.


A minoria dos entrevistados formalizou seu ofício artístico, apenas 38% aderiu ao Micro Empreendedor Individual (MEI).


Essa realidade, com a pandemia, ficou ainda mais complicada, já que os artistas foram muito impactados pela necessidade de isolamento social.

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