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  • UNAS Heliópolis

29º Encontro da UNAS, marca o fechamento de um ano de lutas e celebrações

Sob o tema "Somos todos, somos um! A minha trajetória faz parte desta história", a UNAS Heliópolis e Região reuniu suas trabalhadoras e trabalhadores no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que ficou lotado, para momentos de análises, reflexões e celebração.


O 29º Ecnontro da UNAS iniciou com uma fala potente da Presidente Antonia Cleide Alves e do Presidente de Honra João Miranda sobre a importância de lutar, de estarmos juntos e que cada presente faz parte da construção da história da UNAS, reforçando o convite para comemorar o ano de trabalho intenso e de muita gratidão pelos resultados alcançados, mesmo com todas as dificuldades.


Com uma apresentação cultural potente e muito animada das crianças e adolescentes do CCA 120, envolvendo música e dança, produzida pelas próprias crianças no projeto, embalamos a manhã de trabalho do encontro.


Juliane Furno, representante do BNDES e o escritor e professor Jessé de Souza iniciaram uma análise de conjuntura falando da importância de organizações como a UNAS, dando o contraponto das funções do parlamento e outras empresas que só pensam na extração do trabalho e de recursos, principalmente com a falta de acesso a informação que acontece no Brasil como um todo, lembrando que estruturalmente o inimigo dos pobres são os ricos e não eles mesmos, destacando a importância da união. Ensinaram também os processos que levam ao desemprego e quem faz a manutenção desse sistema que só desvaloriza os trabalhadores, revelando que a sociedade precisa reivindicar e pressionar mais os poderes.

Também contamos com a participação e a saudação de parceiros presentes, como Eduardo Suplicy, Ivone Silva, Manoel Del Rio, Ana Lu e Beatriz Jesus. Todos foram gratificados, por suas generosas falas.


Finalizando nosso período da manhã, o Centro para Criança e Adolescente Heliópolis fez uma apresentação cultural bastante política, iniciando com uma fala da deputada Estadual Erika Hilton, seguido de gritos de ordem e uma música exaltando os direitos da população LGBTQIAPN+. Na sequência Antonia Cleide e Douglas Cavalcante fizeram o balanço do ano da UNAS, expondo todo o trabalho que foi feito durante o ano, e destacando dados como: Em 2023 foram realizados 59 projetos sociais, sendo nove deles iniciados neste ano, além de uma série de ações durante o ano.

Carol, trabalhadora do Núcleo de Apoio Psicossocial para Crianças e Adolescentes, participou pela primeira vez do Encontro. "Eu não consegui imaginar muita coisa. Eu achava que o pessoal ia se reunir para falar um pouco do trabalho, e só. Mas tá sendo muito melhor do que isso. Eu tô vendo todo o alcance da UNAS, o impacto, a mobilização - tanto política quanto dos trabalhadores -, de muita unidade, de uma lógica política bem coesa, sabe? Tô gostando muito!"


A volta ao encontro, pela tarde, foi marcada por uma apresentação emocionante do Centro Dia para o Idoso Nelson Mandela. Ao ritmo de "Tempos Modernos", "Asa Branca" e "Como é grande o meu amor por você", os idosos foram envoltos por aplausos e vozes animadas da platéia, que cantaram junto. Depois, eles dividiram o palco com as crianças que participam das oficinas da Biblioteca Comunitária de Heliópolis, que também perfomaram com tambores e berimbau. Foi um momento de inclusão e de reforço dos laços entre diferentes gerações, e que proporcionou momentos de alegria e emoção para todos.


Nicolau Beltrão, Assessor na Secretaria de Relações Institucionais, afirma que "Esse encontro é de extrema importância, porque traz um balanço do que a UNAS fez durante o ano, no que a gente avançou e no que que a gente precisa melhorar. Mas também é um momento de confraternização com todos os colaboradores que se reúnem hoje aqui, para festejar o ano trabalhado, né, o ano de muita luta, força e garra dos seus equipamentos e dos seus territórios, atingindo as famílias, as crianças e o seu entorno".


Devido aos mais de 50 projetos sociais da UNAS, o seu trabalho é dividido por segmentos. E, em importantes reflexões, esses segmentos - compostos pelas CEIs, CCAs, Projetos e Serviços e os Movimentos Sociais - subiram ao palco para avaliar suas atividades ao longo do ano. A troca de experiências e aprendizados, mostrou o compromisso desses setores em fortalecer suas práticas e contribuir para um ambiente mais educativo e inclusivo, em torno dos cinco princípios comuns: tudo passa pela educação, a escola e os projetos sociais como centro de liderança, autonomia, responsabilidade e solidariedade.


Fazendo uma comparação entre os primeiros encontros da UNAS e agora, Fábio, Gestor do CDI, afirma que tudo mudou - e para melhor. "A concepção do encontro é totalmente diferente. Trazer os projetos mais presentes, apresentação das pessoas que fazem parte, dos usuários, acho que é bem mais importante, né. Essa é a mudança que a gente tem, de antigamente pra hoje".


O grande palco do Sindicato foi tomado pela festa dos Movimentos de Base, entre eles, o Movimento Negro, de Mulheres, Fala Jovem, Fé e Política, de Moradia, de Saúde e Grito da Diversidade. Esses movimentos desempenham um papel fundamental nos projetos geridos pela UNAS, contribuindo para a identificação de movimentos sociais e a proposição de políticas públicas e iniciativas que visam beneficiar as populações periféricas. Movimentos da UNAS, presente!


Concluindo esse encontro verdadeiramente mágico, muitos trabalhadores afirmam que esta foi a edição mais especial. O encerramento, feito pela Presidenta da UNAS, deixa uma mensagem inspiradora: "a força da luta é multiplicada quando compartilhada por muitas mãos. 2024 será um ano desafios, mas também repleto de esperança. Somos todos, somos um. E a sua trajetória faz parte dessa história!"



"A importância? Só você pensar na música! 'Era uma vez um lugar distante, onde havia barro e alguns barracos. Uma família rica e dominante dizia, nós somos fortes e eles são fracos'. Agora, o resto da música fala de uma mulher artesã que se juntou com o marido, juntou com os vizinhos, sofreu violência e perseguição. E quanta luta, quanta gente, quanta gente pra brilhar. E logo buscou-se a luz para todos iluminar. E isso é muito forte. E isso é de verdade! É de verdade! É de verdade olhar que algumas das nossas ruas ainda são de bloquete. É de verdade olhar que nesse um milhão de metros quadrados, ainda pode melhorar. É de verdade que nós pisávamos no esgoto, a gente não tinha saneamento básico, hoje tem. Não tinha luz, a gente andava com a vela por aí. E hoje tem luz, luz de LED. E foi de verdade a luta pela luz de LED. Então, nós não somos pouca coisa. Eu não tenho orgulho de ser favelada. Mas tenho orgulho de fazer parte de uma luta que tá transformando uma comunidade, uma favela, em um Bairro Educador. Então é só olhar pra gente, que a gente sente isso. A gente vê isso todo dia, respira e sente. Nessa apresentação dos idosos, das crianças, a gente sempre sente". Solanje, emocionada, ao ser questionada sobre a importância de comemorar os 45 anos da UNAS.


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