12º Seminário Heliópolis Bairro Educador

12º SEMINÁRIO HELIÓPOLIS BAIRRO EDUCADOR

Pegando de volta o que é nosso! O Bairro Educador pela Democracia


Em 2016, quando o Brasil tomou (mais um) golpe em sua tão jovem democracia, usamos como inspiração para o nosso Seminário Heliópolis, Bairro Educador, uma música que diz: “Quem não vacila mesmo derrotado/ Quem já perdido nunca desespera/ E envolto em tempestade, decepado/ Entre os dentes segura a primavera”. E ainda hoje sofremos as consequências daquele momento.


Naquela época, não imaginávamos que depois de quase 600 mil mortos pelo descaso do governo em 2 anos de pandemia, alguns dos nossos estariam de volta às ruas, dessa vez não para lutar, mas para morar.


Em pesquisa realizada em 2020, o Observatório de Heliópolis “De Olho na Quebrada” constatou que quanto mais vulnerável a família na nossa comunidade, maior foi o impacto da pandemia em sua renda (que já era pouca!). Apesar disso, o Observatório também constatou que apenas 32% dessas famílias foram aprovadas no burocrático processo para receber o auxílio emergencial, que no início de 2021 foi baixado de R$600,00 para R$150,00. Também soubemos, pelo levantamento do Observatório, que ainda no começo da pandemia, apenas 58% das famílias faziam três refeições ao dia. O Brasil voltou ao mapa da fome: em 2020 eram 7,5 milhões de brasileiros e brasileiras sem comer, segundo dados da ONU. E, como se isso não fosse o suficiente, o presidente ameaça constantemente o Estado Democrático de Direito.


Quem construiu e constrói o nosso país são as mãos dos trabalhadores e das trabalhadoras, que erguem uma nação que não nos dá, em forma de direito, o que damos a ela. Temos direito ao que construímos! E, mesmo que ainda envoltos em tempestade - decepados - seguramos a primavera nos dentes. E pegaremos de volta o que é nosso!


LIVE DE ABERTURA:

O BAIRRO EDUCADOR NA LUTA POR JUSTIÇA SOCIAL

Dia 27 de Setembro às 19h00



MESAS DE DEBATE:

1. Saúde mental diante da pandemia

Desde março de 2020 o mundo enfrenta uma pandemia. Especialmente no Brasil, além do próprio Covid-19, enfrentamos também o acirramento das desigualdades sociais, que se aprofundam ainda mais pelo descaso dos nossos governantes e a crise política que isso vem gerando. Diante de quadro tão desesperador, como manter acesa a chama da luta? Como cuidar de quem cuida? De que forma podemos cuidar de nossa saúde mental, diante de um mundo que nos deixa doentes?


Debatedoras/es:

Alexandre Padilha e Maria Rita Kehl

Mediação: Cleide Alves

Dia 28 de Setembro às 19h00


2. Articulação comunitária e políticas públicas para a efetivação de redes de proteção social

Qual o papel dos diversos atores sociais na luta pela garantia de direitos e de políticas públicas que fortaleçam a rede de proteção social? Como instaurar uma política de estado que articule as políticas de educação, assistência e saúde, dentre outras, para que de fato as pessoas tenham seus direitos garantidos? Como construir políticas públicas em uma perspectiva intersecretarial e intersetorial?


Debatedoras/es:

Fernando Haddad e Regina Paixão

Mediação: Braz Nogueira

Dia 29 de Setembro às 19h00


3. Estratégias de participação comunitária: o caráter educativo dos movimentos sociais

Qual a importância dos movimentos sociais para a construção de uma educação popular? A mobilização pode ser formadora? E como a formação pode ser mobilizadora?


Debatedoras/es:

Jessé de Souza e Sônia Kruppa

Mediação: Mariana Maria

Dia 30 de Setembro às 19h00


4. Perspectivas para 2022

Quais as saídas temos para a resistência? Para superar a miséria, a fome? De que forma podemos manter a esperança? Como a conjuntura do Brasil e do Mundo afetam o nosso dia a dia?


Debatedoras/es:

João Pedro Stédile, Paulo Neves e Suze Piza

Mediação: João Bosco

Dia 01 de Outubro às 19h00


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